- Com mais de 600 quilómetros de rios em risco de inundação e a ameaça crescente de secas, a Comunidade Hidrográfica do Miño-Sil (CHMS) lançou um plano ambicioso para melhorar a gestão da água
A Confederación Hidrográfica del Miño-Sil (CHMS) anunciou um orçamento de 52,8 milhões de euros para 2025, um aumento de 9,72% em relação ao ano anterior. Este aumento permitirá avançar em projectos-chave, como o Plano Especial de Seca e a gestão dos riscos de inundação. Em 2023, o investimento em medidas no âmbito do atual plano hidrológico já atingiu 82 milhões de euros, com um progresso de 18% na execução.
O novo Plano Especial de Secas, que será o terceiro na demarcação, inclui medidas específicas para mitigar os efeitos da escassez de água, que estão a tornar-se cada vez mais frequentes devido às alterações climáticas. Entre as suas novidades, identifica seis zonas prioritárias dentro da demarcação, para além de incorporar estudos de organizações como o CEDEX e o IPCC. O plano também estabelece indicadores claros para avaliar a situação e adotar medidas adaptadas a cada cenário.
Mais de 600 quilómetros de rios em risco de inundação
O CHMS actualizou a sua Avaliação Preliminar de Risco de Inundações, identificando 618,99 quilómetros de rios com risco significativo na bacia do Miño-Sil. Destes, 33,84 quilómetros aumentaram a sua classificação de risco em relação ao ciclo anterior e 15,92 quilómetros foram incluídos como novas áreas prioritárias. Estes dados são essenciais para planear acções que reduzam os danos ambientais e sociais em caso de inundação.
Desde 21 de dezembro e até 20 de junho de 2025, os cidadãos podem participar no processo de planeamento hidrológico para o ciclo 2028-2033. Os interessados têm a oportunidade de apresentar propostas, observações ou sugestões que ajudem a definir um modelo mais sustentável de gestão da água na demarcação.
Com estas iniciativas, o CHMS pretende demonstrar o seu compromisso com a sustentabilidade e a segurança hídrica, convidando as administrações e os cidadãos a colaborar na construção de um futuro mais resiliente.