Estas medidas inscrevem-se no reforço do Sistema de Vigilância e Alerta de Recursos Hídricos (SVARH), ampliando e otimizando a rede existente através da incorporação de novos pontos de controlo e da melhoria das infraestruturas já em funcionamento. Com isso, aumenta-se a cobertura territorial e a fiabilidade dos dados recolhidos.
As novas estações estão equipadas com sistemas de transmissão remota que permitem obter informações em tempo real sobre variáveis-chave, como o nível dos rios, o caudal ou a precipitação. Estes dados são fundamentais para a deteção precoce de situações de risco, como inundações ou episódios de chuvas intensas, facilitando a tomada de decisões por parte das autoridades.
Entre as intervenções, destacam-se as estações hidrométricas de Cavada, no rio Coura, e de Monção, no rio Miño, ambas situadas em pontos estratégicos para a vigilância do risco de inundações. Além disso, foram incorporadas estações em Cerdeira, Extremo, Merufe e Nogueira, dedicadas à monitorização da precipitação, bem como uma estação climatológica em Vila Nova de Cerveira.
A combinação destas infraestruturas permite uma visão integrada do comportamento hidrológico da bacia hidrográfica, melhorando a interpretação dos fenómenos e a capacidade de resposta perante eventos adversos.
A integração destas estações no sistema SVARH reforça o seu papel como ferramenta fundamental para a gestão dos recursos hídricos e a proteção civil, contribuindo para reduzir os tempos de resposta e melhorar a eficácia das medidas de mitigação.
Além disso, os dados gerados permitirão avançar no estudo das tendências climáticas e no planeamento hidrológico, num contexto marcado pelo impacto das alterações climáticas. Este reforço da rede de monitorização impulsiona também a cooperação transfronteiriça na bacia do Miño, um elemento fundamental para a gestão conjunta da água e a prevenção de riscos em ambos os lados da fronteira.
O projeto é cofinanciado pelo programa europeu Interreg Espanha–Portugal (POCTEP) 2021–2027 e aposta na inovação tecnológica, no conhecimento científico e na colaboração institucional para avançar rumo a territórios mais seguros e resilientes.