Ambas as instituições, juntamente com as universidades de Vigo e do Porto, participam num programa europeu destinado a mitigar os riscos climáticos
A sede da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto acolheu a reunião do grupo de trabalho conjunto do projeto europeu Risc-Plus, que aposta em soluções baseadas no conhecimento científico, na cooperação internacional e na inovação tecnológica. O objetivo é garantir uma gestão eficiente e sustentável da água, procurando reforçar a colaboração entre instituições de ambos os lados da fronteira e desenvolver ferramentas destinadas a melhorar a gestão dos riscos climáticos e ambientais no território. É cofinanciado pelo programa europeu Interreg Espanha-Portugal (Poctep) 2021-2027. Fazem parte deste projeto a Confederação Hidrográfica do Miño-Sil, a Agência Portuguesa do Ambiente e as universidades de Vigo e do Porto.
Durante o encontro, os parceiros salientaram que a execução financeira se aproxima já dos 80 %, refletindo um ritmo sustentado na implementação das suas atividades. No âmbito técnico, foram destacados os progressos nas infraestruturas de monitorização: a Confederação Hidrográfica do Miño-Sil concluiu nove das dez estações previstas, enquanto a Agência Portuguesa do Ambiente finalizou a instalação das suas sete estações hidrométricas e meteorológicas. Estas ferramentas são complementadas pelo desenvolvimento de indicadores de seca e pela validação de previsões sazonais apresentadas pela Universidade do Porto para apoiar a tomada de decisões na gestão da água.
No que diz respeito à análise de inundações, a Universidade de Vigo apresentou avanços relevantes no sistema Midas, através da implementação de novos servidores que reforçam a sua capacidade de processamento e armazenamento. Por seu lado, a Universidade do Porto expôs os trabalhos realizados neste mesmo sistema para a bacia do rio Lima e a análise dos episódios de precipitação intensa registados durante os primeiros meses de 2026. Além disso, foram abordados os progressos no estudo do impacto socioeconómico dos incêndios florestais e analisado o contexto normativo do ciclo de planeamento hidrológico 2028-2033. Os parceiros participantes concordaram em realizar novas reuniões técnicas nos próximos meses para continuar a coordenar os trabalhos e avançar nas diferentes linhas.